Coleção de textos extraídos da Bíblia, livros, pesquisa na Internet e da sabedoria de pessoas e colaboradores que agregam valor à vida. Para reflexão, pensamento, entendimento e apoio. Sempre respeitando seus autores.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
A Graça do perdão
Os padres da Igreja, na sabedoria deles, ensinam-nos que, todas as vezes em que nos colocamos em oração, a primeira disposição que devemos buscar é a graça de perdoar. Quando perdoamos, a oração em nós flui com mais eficácia, é mais frutuosa e traz bênçãos a nós.
No entanto, muitas vezes, vamos precisar muito da oração para ter a disposição de perdoar, porque humanamente não conseguimos perdoar. Para isso temos de reconhecer que o nosso coração está inflamado pelo orgulho e pela soberba, e está ferido, machucado e decepcionado. Tendo em vista que o perdão não é uma coisa automática por meio da qual apertamos um botão e liberamos o perdão. Quem dera fosse assim! Nós não somos máquinas, somos pessoas humanas, afloradas por sentimentos, por coisas boas, mas também por marcas ruins. Por essa razão, se não fizermos a purificação do nosso interior, da nossa lembrança, da nossa memória e do nosso coração, realmente nós não saberemos perdoar a quem nos machucou e nos feriu.
Na oração, procuramos nos libertar das lembranças negativas que aquela pessoa e as situações causaram dentro de nós. Muitas vezes, nós ficamos recordando coisas azedas e estragadas que entraram em nosso coração e nos lembrando do tanto que determinada pessoa significa de negativo e de mau para nós, mas o problema não está nela, mas sim no mal que a deixamos fazer ao nosso coração. O mal que ela fez foi externo, mas internamente o assimilamos, o acumulamos e o guardamos, por isso o nosso coração fica pesaroso.
“Livra-nos, Senhor, do mal”, nós suplicamos na oração do Pai-Nosso. E um dos males dos quais o Senhor quer nos libertar é o mal de assimilar, guardar e reter coisas ruins e estragadas. A graça que precisamos, a cada dia, é de todos os dias sabermos perdoar; e perdoar significa resguardar, guardar, querer bem nossa saúde e o nosso bem-estar.
Só o perdão dado, decidido, buscado e orado pode sanar, sarar e salvaguardar o nosso coração dos males deste mundo! Não é somente o outro que precisa do nosso perdão setenta vezes sete, é o nosso coração que – para ser pleno e para estar junto de Deus e viver as virtudes – precisa a cada dia da graça do perdão!
Deus abençoe você!
Pe. Roger Araújo
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Para entrar no Reino dos Céus
O maior no Reino dos Céus é aquele que se parece com uma criança, pois – o pequeno ou a pequena – ela ocupa um lugar central no Evangelho. Primeiro, porque todas as crianças, quanto mais crianças forem, tanto mais abençoadas e comunicadoras da graça de Deus passam a ser. Ao passo que, quanto mais crescemos e quanto mais adultos nos tornamos parece que mais nos afastamos do Reino dos Céus.
No entanto, isso não é para nós um relaxamento no sentido de que devemos ser pessoas infantis. Não, não é isso, pelo contrário, precisamos ser pessoas adultas e maduras a ponto de descobrir que existe uma criança dentro de nós e que esta não pode morrer. Esta criança precisa estar viva dentro de nós, porque foi no nosso ser criança que a graça de Deus entrou em nós.
Alguns elementos na vida de uma criança tornam a nossa vida humana mais sadia, mais plena e mais agraciada. O primeiro [elemento] deles é a simplicidade, porque a criança é muito simples e não tem a cabeça complexa, como é a cabeça dos adultos, cheia de intempéries, de gostos e contragostos. Criança sabe ver o mundo de modo mais simples e descomplica aquilo que nós complicamos.
O coração de uma criança é humilde. Ela precisa de colo, de aconchego, de cuidado, não se faz de arrogante, nem se faz de que “tudo sabe e tudo pode”. E por mais que esperneie de um lado e de outro a criança é sempre dependente do pai e da mãe. Como precisamos, com elas, aprender a ser dependentes de Deus e a ocupar o nosso lugar no colo e no coração de Deus!
Toda criança é pura e não sabe misturar a maldade, ela não é contaminada pelos vícios, pelas impurezas e pela malícia deste mundo. Pouco a pouco, a vida foi introduzindo entre nós o tempero da maldade e da malícia. E como a vida adulta é cercada destes elementos! Se quisermos entrar no Reino dos Céus, nós precisaremos resgatar os valores de uma criança dentro do nosso coração.
Que Deus tempere o nosso coração com a simplicidade, com a humildade e a pureza de uma criança para que não percamos o Reino dos Céus!
Deus abençoe você!
Pe. Roger Araújo
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Como é difícil
Nada de gritaria
domingo, 9 de agosto de 2015
Somos filhos queridos
Pensemos nas coisas do céu
O plano da Graça
sábado, 8 de agosto de 2015
Estejam prontos para falar
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Ponham seu interesse no que é importante
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Amor sem limites
domingo, 2 de agosto de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
A verdade dói
[...]
Sim, a verdade dói, nos tira de nós mesmos e preferimos, muitas vezes, ignorar tal verdade e tal realidade. Muitas pessoas já deixaram de ler a Palavra de Deus porque ela incomoda, toca, cutuca e ilumina realidades da nossa vida que nós, muitas vezes, preferimos deixar de forma obscurecida.
Da mesma forma, muitos não gostam de ouvir determinadas pessoas porque estas vão lhes dizer uma verdade que os vai incomodar. Permita-me dizer uma coisa ao seu coração: a verdade precisa nos incomodar e nos tocar! Nós não podemos ficar fechados como se estivéssemos embrutecidos para a realidade e, assim, morrer na ignorância e na escuridão.
Herodes sabia que o que João Batista falava era verdade e isso lhe doía ao coração, pois ele estava com a mulher que não era sua, era a mulher do seu irmão [Filipe]. Ela também sabia dessa verdade, por isso muito a incomodava a presença de João Batista. Por isso ela [Herodíades] cobrou muito caro: a cabeça de João Batista; ela recebeu num prato a cabeça daquele mártir da verdade e da fé (cf. Mt 14, 8).
Muitos “Joões Batistas” por este mundo afora continuam perdendo a cabeça porque anunciam a verdade, denunciam o erro e não se acomodam diante das situações escandalosas da vida e daquilo que é errado.
Nós não precisamos apontar o dedo para este ou para aquele, não precisamos acusar ninguém, mas não podemos ser coniventes com aquilo que não é correto, não podemos ser coniventes com aqueles que querem viver a vida enganando, ludibriando ou vivendo duplicidade como se nada estivesse acontecendo.
A misericórdia anda de mãos dadas com a verdade e a verdade anda de mãos dadas com a misericórdia. Nós devemos ter misericórdia de todos, mas jamais deixar de lado a verdade! A misericórdia só será verdadeira e profunda quando for iluminada pela luz da verdade!
Jesus Cristo – o caminho, a verdade e a vida – é a luz da misericórdia divina para os nossos corações!
Deus abençoe você!
Pe. Roger Araújo














