dessas pessoas.
O estado de Graça na vida das pessoas provoca alterações.
JESUS viu a graça por toda parte.
O Apóstolo Paulo nunca se recuperou do impacto da graça:
a palavra sempre aparece o mais tardar na segunda frase de
cada uma de suas cartas.
Paulo sabia, sem sombra de dúvida, que DEUS ama as pessoas
pelo que ELE é, e não pelo que somos.
A Graça de DEUS não é uma exibição que o vovô faz de sua
"bondade", pois custou o exorbitante preço do calvário.
O que impede o perdão não é a relutância de DEUS - mas a nossa.
Os braços de DEUS estão sempre estendidos; nós é que nos
desviamos.
C.S.Lewis expõe um argumento: "Ser cristão significa perdoar o
imperdoável, porque DEUS perdoou o imperdoável em você".
Pergunte às pessoas o que elas devem fazer para ir para o céu e
a maioria vai responder: "Ser bom".
As histórias de JESUS contradizem essa resposta.
Tudo o que devemos fazer é clamar: "Socorro˜".
O teólogo Karl Barth, depois de escrever milhares de páginas,
encontrou esta simples definição de DEUS: "Aquele que ama".
De alguma forma, todos nós somos abominações para DEUS -
Pois todos pecaram e destitu;idos estão da glória de DEUS -
e, de alguma forma, contra toda a razão, DEUS nos ama
assim mesmo. A graça declara que ainda somos o orgulho e a
alegria de DEUS.
Perguntas, e... Onde está a Graça?
Como habitantes das cidades que já não percebem mais o ar
poluído, nós respiramos, inconscientes, a atmosfera da falta
de Graça.
O que é a escandalosa matemática da graça?
Na parábola contada por JESUS, onde alguns trabalhadores iniciam
o trabalho no começo do dia e outros durante e ao final do dia, sendo
que ao final todos recebem o mesmo dinheiro, escancara a
matemática da graça.
Nos arriscamos a perder o ponto principal da história: DEUS não
concede salários, mas dons. Nenhum de nós recebe pagamento de
acordo com o mérito, pois não somos capazes de satisfazer as
exigências de DEUS para uma vida perfeita. Se fôssemos pagos
com base na justiça, todos iríamos para o inferno.
e questionam a graça divina: voltar para a Bíblia e examinar o
tipo de pessoas que DEUS ama.
O autor das cartas aos Hebreus afirma, JESUS pode defender-nos
diante do PAI. ELE esteve lá. ELE compreende.
Para que serve uma rua se não leva a uma igreja?
A morte de JESUS, Paulo disse, derrubou as barreiras do templo,
desmantelou os muros divisórios da hostilidade que haviam
separado as categorias de pessoas.
A graça encontrou um caminho.
Como diz Dorothy Day: "Eu realmente só amo a DEUS na
proporção em que amo a pessoa que menos amo".
Disse Dostoiévski: "Amar uma pessoa significa vê-la
como DEUS pretendia que ela fosse".
"CRISTO nos aceita como somos", escreveu Walter Trobisch,
"mas quando ele nos aceita, não podemos permanecer como somos".
Por que ser bom se você já sabe com antecedência que vai ser
perdoado?
Por que lutar para ser justo como DEUS quer quando ELE me
aceita exatamente como sou?
Permaneceremos no percado, para que a graça aumente?
Ma primiera ilustração de Paulo... (6:1-14)
Se a graça aumenta quando o pecado aumenta, então por que não
pecar o máximo possíve para que DEUS tenha mais oportunidade
de estender a sua graça?
... então
Paulo não tinha tempo para tais circunvoluções éticas.
Para refutá-las ele começa com uma analogia básica que contrasta
diretamente a morte com a vida.
"Nós que estamos mortos para o pecado, como vivemos ainda nele?", pergunta o incrédulo apóstolo.
Nenhum cristão que tenha ressuscitado para a nova vida em CRISTO
deveria estar preso à sepultura. O pecado tem cheiro de morte.
Por que alguém o preferiria?
Sabendo que o abuso da graça é uma verdadeira tentação para a
luxuria, ganância, a inveja e o orgulho tornam o pecado claramente
atraente.
Como os porcos da fazenda, nós gostamos de chafurdar na lama.
Então...
Paulo torna a apresentar o dilema de maneira sutilmente deiferente:
"Havemos de pecar por não estarmos debaixo da lei, mas debaixo
da graça?"(6:15) Será que a graça oferece uma licença, uma
espécie de passe livre através do labirinto ético da vida?
Novamente Paulo deixa escapar um "DEUS me livre!" de incredulidade.
Como você responde a alguém cujo alvo principal na vida é
"forçar a barra"com a graça? Essa pessoa realmente experimentou
a graça algum dia?
O pecado é um senhor de escravos que nos controla quer gostemos
ou não.
Se compreendemos o que CRISTO fez por nós, então certamente
por gratidão lutaremos para viver de maneira digna de tão grande
amor.
Lutaremos não por santidade não para fazer DEUS nos amar, mas
porque ELE já nos ama.
Como Paulo disse a Tito, é a graça de DEUS que "nos ensina a
abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para que vivamos
neste século sóbria, justa e piedosamente".
"Quem pode ser bom, se não pelo amor?", pergunta Agostinho.
Quando Agostinho fez a famosa declaração:
"Se você apenas amar a DEUS poderá fazer tudo o que desejar",
ele estava sendo inteiramente sério. Uma pessoa que realmente
ama a DEUS ficará inclinada a agradar a DEUS. Foi justamente
o que JESUS e Paulo disseram ao resumir a lei no simples
mandamento: "amar a DEUS".
Perdão e Fé
O perdão é um ato de fé!
Perdoando outra pessoa, estou confiando que DEUS é um juiz
melhor do que eu. Perdoando, abandono meus próprios direitos
de me vingar e deixo toda a questão de justiça nas mãos divinas.
Primeiro o perdão é a única alternativa que pode deter o ciclo
da culpa e da dor, interrompendo a cadeia da ausência de graça.
Não perdoar me aprisiona ao passado e exclui todo potencial de
mudança. Assim, transfiro o controle ao outro, meu inimigo,
e me condeno a sofrer as consequências do erro.
A única coisa mais difícil do que o perdão é não perdoar.
Em um mundo de atrocidades indescritíveis, o perdão parece
injusto, desonesto, irracional.
O argumento mais forte em favor da graça é o seu oposto,
um mundo de não-graça. O mais forte argumento para o perdão
é a outra alternativa - um permanente estado de falta de perdão.
Existe, porém, uma falha maior na lei da vingança: ela nunca
estabelece o final do jogo.
Nas palavras de Lewis Smedes, a vingança é uma paixão que
nunca chega ao empate. A justiça nunca acontece.
Considerando que o perdão vai contra a natureza humana,
ele deve ser ensinado e praticado, como se pratica qualquer
arte difícil. "O perdão não é simplesmente um ato ocasional:
é uma atitude permanente", disse Martin Luther King Jr.
Agostinho diz: "DEUS dá onde encontra mãos vazias". Um homem
cujas mãos estão cheias de pacotes não pode receber um presente.
As escrituras
Em toda a Bíblia, na verdade, DEUS demonstra uma notável
preferência por pessoas "autênticas" em vez de pessoas "boas".
A aproximação de JESUS das pessoas "impuras"consternava seus
compatriotas e, finalmente, ajudou a crucificá-lo.
Em essência, JESUS cancelou o grande princípio do Antigo
Testamento "Esquisitíces, não", substituindo-o por uma nova
regra da graça: "Todos nós somos esquisitos, mas DEUS ama
mesmo assim".
A única cena em que apresenta JESUS escrevendo, ELE escolhe
um galho e escreveu na areia, sabendo que os pés, a areia, o vento
ou a chuva logo apagariam.
Fundamentalismo
Os cristãos gastam muita energia debatendo e decretando a
verdade; cada igreja defende sua versão particular.
Todos têm suas próprias agendas de usos e costumes do legalismo.
Você obtém a aprovação da igreja, e presumivelmente de DEUS.
Mark Twain costumava falar de pessoas que eram "boas no pior
sentido da palavra", uma frase, para muitos, capta a reputação dos
cristãos de hoje.
A igreja também transmite desgraça mediante sua falta de união.
Mark Twain costumava dizer que havia colocado um cachorro e
um grato juntos em uma gaiola como uma experiência para ver
como eles conviveriam. Eles conviveram, então ele colocou um
pássaro, um porco, uma cabra. Eles também se deram bem depois
de alguns poucos ajustes. Então colocou um batista, um presbiteriano
e um católico: logo não sobrou nenhum com vida.
Eu "pego no pé"dos cristãos porque sou um deles, e não vejo motivos para fingir que somos melhores do que somos. Eu luto
contra as garras da falta de graça em minha própria vida.
O caminho de 8 passos do budismo, a doutrina hindu do karma,
a aliança judáica, o código da lei muçulmana - cada um deles oferece
um caminho para alcançar a aprovação. Apenas o cristianismo se
atreve a dizer que o amor de DEUS é incondicional.
O mundo e a Graça
Em 2002 uma pesquisa mostrou que nos Estados Unidos se
prendiam 519 cidadãos para cada 100.000, quando no Japão se
prendiam apenas 37. Em busca da resposta o repórter entrevistou
um japonês que havia acabado de cumprir sentença por assassinato.
Em 15 anos de cadeia nunca recebeu a visita da família.
Depois de solto a esposa e filho vieram encontrar-se com ele apenas
para dizer-lhe que nunca retornasse à sua casa.
A sociedade japonesa encontrou um jeito de aproveitar o poder da
não-graça. Uma cultura que valoriza "ter a cara limpa" não tem lugar
para aqueles que trazem a desgraça.
O Réquiem, de Mozart, contém uma frase maravilhosa:
"Lembre-se, JESUS misericordioso, de que eu sou o motivo da sua
viagem". Creio que ELE se lembra. :)
O mundo aqui fora é de "um-devora-o-outro",
e não de "um-perdoa-o-outro.
A justiça tem uma espécie racional e correta de poder.
O poder da graça é diferente: não é temporal - é transformador,
sobrenatural.
Histórias
Brennan Manning conta a história de um padre irlandês que, em uma viagem por uma paróquia rural, vê um velho camponês ajoelhado ao lado da estrada, orando. Impressionado, o padre diz ao homem:
"Você deve ter muita intimidade com DEUS".
O camponês levanta os olhos, pensa um momento, e então sorri:
"Sim, ELE gosta muito de mim".
["Maravilhosa Graça",
outro livro incrível de
de Philip Yancey, um dos autores preferidos]
Uma leitura sensível, mas sempre provocativa
Vale muito a leitura completa do livro.
O meu, na época, precisei adquirir num Sebo,
porém agora já tem nova edição disponível.
Já presenteei diversos amigos com uma edição deste livro.
Paz e Bem!