"O mundo é repleto de coisas óbvias que ninguém, em hipótese alguma, observa."Sherlock Holmes.
A premissa desse livro é que o sucesso tem menos a ver com a sua inteligência
e muito mais a ver com o seu comportamento.
A educação financeira é ensinada, em grande parte,
como um campo puramente matemático.
O dinheiro esta por toda parte, afeta a todos nós
e confunde a maioria das pessoas.
Mas eu tenho uma coisa que ele nunca vai ter... "o suficiente".
A felicidade é o que sobra dos resultados
depois de subtraídas as nossas expectativas.
Ganhar dinheiro é uma coisa, mantê-lo é outra.
São duas competências distintas.
Usar o dinheiro para comprar tempo e poder de escolha
proporciona um estilo de vida com o qual pouquíssimos
itens de luxo podem competir.
Coiosas que nunca aconteeram antes acontecem o tempo todo.
O Financeiro
A economia é guiada pelo comportamento das pessoas.
Ganhar dinheiro é selvagem. Mas isso acontece, em parte, porque saber ganhar dinheiro e saber mantê-lo são duas competências distintas.
Ganhar dinheiro requer correr riscos, ser otimista, se expor.
Mantero dinheiro requer o oposto de correr riscos. Requer humildade e o medo de que o que você conquistou possa ser tirado de você com a mesma rapidez.
Ha duas razões pelas quais a mentalidade de sobrevivência é tão importante na relação com as finanças.
Primeira: poucos ganhos são tão grandes a ponto de valer a pena a gente se desgastar por eles.
A outra, é a matemática contraintuitiva da composição. Só funciona se você puder dar anos e anos a um ativo para que ele cresça.
As pessoas
Para entender por que as pessoas se atolam em dívidas, não é necessário estudar as taxas de juros, mas a história da ganância, da insegurança e do otimismo.
"A história não se repete nunca, o homem se repete sempre". Voltaire.
Suas experiências pessoas com dinheiro respondem por + ou -
0,000000001% do que acontece no mundo, mas por cerca de 80% da forma como você acha que o fundo funciona.
Conta a si mesma uma história sobre o que está fazendo e por que está fazendo - e essea história foi moldada pelas experiências únicas que viveu.
Tome cuidado com quem você elogia e admira.
Tome cuidado com quem você menospreza e procura evitar se tornar.
Nunca se esqueça de que nem todo sucesso se deve ao trabalho duro,
e nem toda pobreza se deve à preguissa.
Tenha isso em mente antes de julgar as pessoas, inclusive você mesmo.
Portanto, concentre-se menos nos indivíduos e nos estudos de caso específicos e mais em padrões.
Estudar uma pessoa específica pode ser perigoso.
Segundo Napoleão, um "gênio militar" era um "homem capaz de tomar decisão mediana enquanto todos ao seu redor estão enlouquecendo".
Quando você não tem controle sobre o seu tempo, é forçado a aceitar tudo que surge no seu caminho.
A inteligência não é uma vantagem verdadeira em um mundo que se tornou tão conectado quanto o de hoje.
Mas a flexibilidade é:
Em um mundo onde a inteligência é hipercompetitiva e muitas habilidades técnicas anteriores se tornaram automatizadas, as vantagens competitivas tendem a ser habilidades comportamentais - como a comunicação, empatia e, talvez acima de tudo a flexibilidade.
Ter maior controle sobre o próprio tempo e suas opções está se tornando uma das coisas mais valiosas do mundo.
Ser razoável é mais realista, e as chances de você se manter razoável a longo prazo são maiores, que é o fator mais importante ao administrar o seu dinheiro.
Sucesso
Na hora de avaliar o sucesso lembremos de Scott Galloway: "Nada é tão bom nem tão ruim quanto parece."
A revista Forbes não coloca na capa os investidores falidos que tomaram boas decisões.
O fracasso tamb;em pode ser um péssimo professor, porque faz com que pessoas inteligêntes acreditem que as suas decisões foram péssimas, quando às vezes elas apenas estão considerando a dimensão implacável do risco.
A pergunta que se deve fazer é por que um indivíduo com uma fortuna estão tão desesperado atrás de mais dinheiro do que é capaz de arriscar tudo nessa busca.
Eles não tem noção do suficiente.
Warren Buffett falou:
"Para ganhar dinheiro que não tinha e do qual não precisavam, eles
arriscaram aquilo que tinham e de que precisavam. Isso é estupidez."
Obter retorno mais altos não faz com que um investimento seja obrigatoriamente bom, porque os retornos mais altos tendem a ser sucessos únicos que não se repetem.
Um bom investimento está relacionado à obtenção de retornos excelentes que podem ser mantidos e repetidos por um longo período.
Buffett disse que teve de quatrocentas a quinhentas ações durante a vida e que ganhou a maior parte de seu dinheiro com dez delas.
Disse George Soros certa vez: "O que importa não é estar certo ou errado, mas o quanto de dinheiro você ganha quando está certo e o quanto você perde quando está errado".
Fortuna é aquilo que você não vê.
Temos a tendência de presumir a fortuna dos outros pelo que vemos, porque essa é a informação que está diante de nós.
Ser rico é gastar o dinheiro que você tem, não o dinheiro que não tem. Simples assim.
Riqueza tem a ver com um rendimento atual.
Já a fortuna é algo escondido. É receita não gasta.
Você pensa: "Eu me esforcei, agora. mereço uma bela refeição".
Fortuna é recusar aquela refeição deliciosa e de fato queimar calorias. Isso é difícil, requer autocontrole.
As pessoas são boas em aprender por imitação. Mas a natureza oculta das fortunas torna difícil imitar os outros e aprender com as decisões deles.
Mas, se a fortuna é aquilo que você não gasta, de que ela serve? Bem, permita-me convencê-lo a guardar o dinheiro.
Você pode guardar gastando menos. Você pode gastar menos se desejar menos.
Você pode guardar apenas por guardar. E, de fato, é o que deveria fazer.
Guardar dinheiro para um objetivo específico faz sentido em um mundo previsível.
E você não precisa de um motivo específico para guardar dinheiro.
Acumular fortuna tem pouco a ver com os seus rendimentos ou com o retorno dos seus investimentos, e muito a ver com o quanto você economiza regularmente.
Uma fortuna é simplesmente o que sobra depois que você gasta o que ganha.
Risco e Sorte
Risco e sorte são como irmãos gêmeos.
Quanto mais fora da curva o resultado, menor a probabilidade de que você possa aplicar as lições dele à sua vida, porque será maior a probabilidade de o resultado ter sido influenciado por excessos de sorte ou de risco.
Um bom investimento não tem a ver necessariamente com tomar boas decisões, mas, sim, com ser consistente em não errar.
Estratégia
Descobrir como Buffet conseguiu o retorno em seus investimentos traz situações, por exemplo, se debruçar sobre o que ele não fez.
Ele não se atolou em dividas.
Ele não entrou em pânico e vendeu tudo durante as recessões.
Ele não manchou sua reputação empresarial.
Ele não se prendeu a uma única estratégia, a uma única visão de mundo ou a uma única moda passageira.
Ele não dependia de dinheiro de terceiros.
Ele não se deixou esgotar e desistiu.
Ele sobreviveu. A sobrevivência deu a ele longevidade.
Aplicar a mentalidade de sobrevivência ao mundo real se resumo em estar atento a três coisas.
1. Mais que grandes retornos, o que quero é ser à prova de falências.
2. Fazer planos é importante, mas a parte mais importante de um plano é ter um plano para quando o plano não estiver saindo de acordo com o plano.
3. Uma personalidade bem-calibrada - otimista quanto ao futuro, mas desconfiada em relação ao que pode impedir esse futuro de chegar - é vital.
Um plano só é útil se for capaz de sobrevive à realidade.
Quanto mais você depende de aspectos específicos para que um plano seja verdadeiro mais frágil se torna a sua vida financeira.
"Minimizar o arrependimento no futuro" é algo difícil de racionalizar no papel, mas fácil de justificar na vida real.
Um investidor racional toma decisões baseado em fatos matemáticos. Um investidor razoável toma decisões em uma sala de reuniões cercado de pessoas que ele não quer decepcionar, tomando como referencial concorrentes idiótas, mas realistas.
...
O ato de investir possui um componente social que muitas vezes é ignorado quando o vemos pela lente estritamente financeira.
...
As pessoas não são racionais ou irracionais. Somos seres humanos. Não gostamos de pensar mais do que o necessário, e há sempre alguma coisa que demanda nossa atenção.
Investidores razoáveis que amam suas estratégias tecnicamente imperfeitas estão em desvantagem, porque são mais propensos a se manterem fiéis a essas estratégias.
Invista em uma empresa promissora para a qual você não liga e você pode achar legal quando tudo estiver indo bem. No entanto, quando a maré inevitavelmente mudar, você de repente começa a perder dinheiro com algo que não desperta o seu interesse.
No entanto, se for apaixonado pela empresa, produtos e missão, você se sentirá parte de algo e manterá a estratégia, evitando perder dinheiro.
A história é o estudo da mudança, mas, ironicamente, ela é usada como mapa para o futuro.
A histório e o estudo dos eventos, com frequência, são usadas por investidores e economistas como guia infalível para o futuro.
A história nos ajuda a calibrar nossas expectativas, analisar o que as pessoas costumam errar e nos oferece um roteiro aproximdado do que tende a estare certo. Mas, não é, de forma alguma, um mapa delineado do futuro.
Não devemos ter uma confiança excessiva em dados do passado como se fossem um sinal das condições futuras, em um campo no qual a inovação e a mudança são a força vital do progresso.
Contudo, os investimentos não são uma ciência exata. São um grupo enorme de pessoas que tomam decisões imperfeitas com informações limitadas sobre coisas que terão um grande impacto em seu bem-estar, algo que pode provocar aflição, ganância e paranoia até mesmo em pessoas inteligentes.
["Psicologia Financeira",
sem fórmulas matemáticas ou fórmulas de riqueza fácil.
Um livro sério que trata de Psicologia e como
os humanos pensam e reagem.
Vale muito a leitura completa do livro.
Presenteei e continuo presenteando amigos com este livro.
Paz e Bem!